Opinião
55, 70 e 13 são carlistas e bolsonaristas
Por Eduardo Frederico
Ah, Valente, um município onde a ideologia política é mais flexível que o horário de fazer o número dois no banheiro público! Digo até que Valente é o lugar onde a esquerda e a direita finalmente encontraram algo em comum: votar em quem lhes seja mais vantajoso.
2026 é logo alí
Sim, em 2024, Valente foi testemunha do impossível. Aquela parcela da esquerda, cansada de discussões eternas sobre quem é mais “puro”, resolveu jogar a toalha e decidiu que, se é para viver no caos, que seja com estilo e assim votou em Ubaldino, o antigo herdeiro político de ACM, que de comunista não tem nada, mas quem se importa? Afinal, com tanto vai-e-vem ideológico, até o Che Guevara se perderia nesta cidade do semiárido.
Lapada
Enquanto isso, do outro lado da praça, o pessoal da direita, que jurava lealdade a Bolsonaro, também teve sua epifania. “Ah, Bolsonaro foi uma desgraça, mas pelo menos grita mais alto que os outros”, disseram alguns. E lá vão eles, com camisa da seleção e o hino nacional na ponta da língua, fazer fila na urna em 2026. Como o time da vitória foi Ubaldica nada mais normal que voltarem juntos em Neto e Bolsonaro.Agora cá pra nós: quem diria que partidos tão antagônicos poderiam coexistir tão harmoniosamente no coração de Valente?
Marcos na mesma barca
Não duvido nada de Marcos aparecer com a camisa do nove dedos antes do cuspe cair no chão. A piada, claro, é que Valente é um lugar onde o contraditório é rotina e o impossível, cotidiano. E assim, no próximo encontro das lideranças locais, entre uma xícara de café amargo e outra, talvez a esquerda e a direita finalmente concordem em uma coisa: Pobre Valente…