Politica
Boulos diz temer “derrota histórica” em 2026: “Extrema direita fez disputa cultural”
Infomoney – Boulos diz temer “derrota histórica” em 2026: “A extrema direita brasileira fez uma disputa cultural e ideológica de valores na base da sociedade e deixou a esquerda na defensiva”, afirma o deputado Guilherme Boulos, segundo colocado na disputa pela prefeitura de São Paulo (SP) nas eleições municipais deste ano. Segundo ele a esquerda precisa fazer uma avaliação sobre o resultado das urnas e alerta para o risco de uma “derrota histórica” para a extrema direita no pleito de 2026.
No Brasil inteiro
“A esquerda foi derrotada no país todo em 2024. E precisamos aprender com as lições dessa derrota. Quem ganhou?
“O que está em jogo, a partir de agora, é o que nós, da esquerda, vamos fazer para que a gente não sofra uma derrota histórica [na disputa pela Presidência em 2026 que inauguraria um longo ciclo da extrema direita no poder no Brasil.”
Para Boulos, a esquerda só conseguiu voltar ao poder em 2022, derrotando o então presidente Jair Bolsonaro (PL), porque o candidato era Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Sempre Lula
“Quem salvou o país da extrema direita em 2022, no fio da navalha, foi o Lula, porque ele é a maior liderança popular da história do Brasil. E só quem pode fazer isso novamente em 2026 é ele. Lula é o fator que separa o Brasil do abismo da extrema direita e do fundamentalismo. Quem achou que o bolsonarismo estava no fim porque perdeu a Presidência fez uma leitura apressada”, afirma.
“Esse fenômeno político com viés fascista, autoritário, fundamentalista, ganhou uma parte expressiva da sociedade. Se agora fizermos a leitura errada da derrota de 2024, vamos produzir outras derrotas”, completa o deputado.
“Precisamos ir para a disputa”
Segundo Guilherme Boulos, o caminho correto para a esquerda não é abrir mão de seus princípios fundamentais nem compor, necessariamente, com partidos mais ao centro no espectro político.
“Se não sairmos da defensiva, ela [extrema direita] vai se consolidar. A perspectiva é sombria. Precisamos ir para a disputa.”
Medo do comunismo
“Quando – as pessoas – passam a disputar visões de mundo, ideologia, e a esquerda não faz o mesmo, o resultado é as pessoas votarem no adversário com medo do comunismo. É necessário mudar a estratégia e o método. É ir olho no olho, com coragem, em praça pública, fazer o diálogo com as pessoas”, complementa o deputado do PSOL.