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Opinião

O correto é apanhar calado na política valentense

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Por Eduardo Frederico

A questão do direito de ofender e não poder ser ofendido de volta é um tema que revela uma contradição preocupante em muitos debates políticos contemporâneos. A liberdade de expressão, tão amplamente defendida, não deve ser usada como escudo para a agressão gratuita. É alarmante que, em diversas situações, indivíduos e grupos utilizem esse direito para atacar, humilhar ou desmerecer o outro, mas quando são confrontados com críticas, se colocam como vítimas, negando aos outros o mesmo direito de resposta. Essa assimetria reflete uma falha no entendimento do que significa conviver em uma sociedade democrática.

Reciprocidade

O princípio da reciprocidade é fundamental em qualquer diálogo saudável. Se alguém se sente no direito de ofender, deveria estar igualmente disposto a ser confrontado. No entanto, o que se observa é uma tentativa de monopolizar a ofensa, criando uma posição de superioridade moral ou intelectual que se pretende inquestionável. Essa postura autoritária não só enfraquece o debate público, como também desumaniza o outro, transformando-o em alvo de agressão e não em um interlocutor digno de respeito.

Fragilidade

Esse fenômeno reflete a fragilidade de quem ofende sem aceitar o contraditório. Trata-se de uma inversão perversa de valores, onde a liberdade de expressão é confundida com a impunidade para atacar sem consequências. É crucial que se reconheça que o direito à palavra não é absoluto; ele vem com responsabilidades. Quando o discurso se torna uma ferramenta de opressão, perde-se o espírito democrático e cívico que deveria nortear a convivência. Assim, quem agride com palavras deve estar preparado para as consequências de seus atos, inclusive a de ser criticado.

*Ser normal ouvir um “bozo” ou “bolsominio” deveria ser ouvir de volta ofensa semelhante pra Lula ou outro.

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