Opinião
Vitórias avassaladoras da direita na Bahia colocam a esquerda em alerta máximo
Por Eduardo Frederico
A esquerda enfrenta um enigma: por que os jovens se voltam para a direita? Personagens populares como Miley na Argentina, Bolsonaro no Brasil e Trump nos Estados Unidos são os mais procurados nas redes sociais. Apareceu também o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e a cada dia surge um nome novo. Contudo, o terror parece ter-se cristalizado, ou pelo menos o problema aparece mais claramente, com o primeiro turno das eleições municipais em São Paulo, em que Pablo Marçal (PRTB) perdeu por pouco o segundo turno e se estabeleceu como candidato da direita – com amplo apoio entre os jovens pobres em São Paulo.
Dúvidas
A esquerda lança as suas hipóteses: poderão ser as redes sociais? O celular? A pandemia? E a supremacia do consumismo globalizado? O fato da direita ser normalmente branca, jovem e bonita? O que explica por que a juventude, outrora um símbolo de rebelião, está se virando para a direita?
Não repito o axioma para corrigir outro mistério: segundo o último censo do IBGE, o Brasil tem 29,8 milhões de habitantes com idades entre 15 e 24 anos. Todo esse contingente não experimentou o auge dos governos petistas com Lula já que Dilma foi um desastre e hoje vota no caos.
Liberdade sem liberdade
Assim, parece que na nossa ânsia de encontrar respostas para explicar o comportamento da juventude, deixamos de lado as suposições mais simples: que estes jovens não experimentaram o melhor que o centro-esquerda poderia proporcionar e que aqueles que hoje lideram a esquerda nem sequer pensaram no carisma dos mais velhos.
Números do PT
A coisa está tão ruim na Bahia – um dos maiores redutos da esquerda no Brasil – que o PT e Geraldinho ficaram em terceiro lugar, atrás do PSol e humilhados pelo carlista Bruno Reis.
Na região do sisal não foi diferente e todos sabem…